abril 18, 2018

Flowers



Isto dava um grande genérico aqui para o Inútil. E precede um (sonhado) programa de rádio.

abril 17, 2018

Tereis a companhia da minha noite


Vós, luminosos e tal, não sei bem como lá terei chegado, acho que fazia parte de uma das minhas listas mentais, o Vollmann, o coiso, o Gaddis e tal, e ainda recentemente tinha lido qualquer coisa no blá blá blá sobre calhamaços, coisas grossas, e depois palpita-me que o Cão andou por aí a cheirar, sem dúvida que sim, não tem nada que saber. Entretanto, fez-se luz na sexta-feira passada, William T. Vollmann, escritor omnívoro (seja lá o que isso for), grande destaque no ípsilon, regurgitei logo parte da lista, passei do computador ao jornal de papel, e daí a Vós, luminosos e tal, foi um passo. Fiquei à porta do "Central Europa" (não sabe, mas já vem a caminho), cuja tradução dá o mote ao destaque do jornal. Já agora, ambas as traduções, "Vós, Luminosos e elevados anjos" e "Central Europa" são responsabilidade de Manuel João Neto, com a chancela da 7Nós. 

"Lá porque encontraram o crânio de Martin Bormann isso não significa que ele esteja morto, ó meu mais amado (....)". Assim começa o Vós luminosos e tal. O que não significa nada. 

abril 13, 2018

Terra de ninguém


(detalhe de "Sonho de uma tarde dominical
na Alameda Central" - mural de Diego Rivera)

Sobre cidades moribundas, homogeneização e gentrificação dos centros históricos, sua museificação a olhos vistos; sobre a parque tematização dos espaços históricos, enjaulados num cenário que os recria em segunda mão, já muito disse e escrevi, disso tentei (ingenuamente) fazer vida, ou quase, não fosse a graça da má sorte, desvarios vários, algumas caminhadas, e ainda por lá andaria. Livros, alguns com décadas, anunciam a boa nova, por exemplo: “Simulacros e Simulação” de Baudrillard, ou “O Direito à Cidade” de Lefebvre, que hoje António Guerreiro também refere num artigo publicado no ÍPSILON (jornal Público), denominado "A morte da cidade". Artigos, estudos, papeladas, a rodos. A Academia debruça-se sobre o assunto entre dois coffee breaks.

Sobre a (digamos assim) temática, aqui deixo dois textos (mansinhos) do Público de hoje. O já citado:

Agora vou ali dar para outro peditório.

E a nossa lição-abjecção a quem aproveitará?


Descubro que o êxito e o fracasso são uma e a mesma cadeia e em tudo. O êxito para cima, o fracasso para baixo, e quando digo baixo: sujidões, dívidas, vergonhas, podridão, loucura. Mas o que torna tudo igual é que ambas as cadeias se encontram, nada a fazer, meus caros, daqui a cem anos ninguém se lembra. 

março 22, 2018

Quem nos protege desta gente?



(daqui)

Não fosse a falta de tempo (e sobretudo de paciência) ter-me-ia deleitado em risota escarnida. Esta soberba de delimitar as nossas vidas demagogicamente encapotada de preocupação com a saúde, daria pano para mangas do nosso pensamento. Não valerá muito a pena. Não tarda chega cá no paquete. Quem nos protege desta gente? 

março 21, 2018

Leituras

andava a (tentar) ler isto (depois explico se me der para aí):

desaguei (mais seriamente?) aqui:

... andando por acoli a (re)cheirar o libertino (após as entrevistas, ficando em falta a biografia):


 sempre a reboque de novas demandas, sem destino, absolutamente diletante, para não dizer outra coisa....