março 06, 2016

Quando é para falhar, falhámos

(jogo)

Levamos muito a sério o falhar, falhar muito, falhar melhor. Entramos no jogo a ver a banda passar. Do outro lado, a banda passava como podia. O golo foi uma obra-prima do acaso (ou do piço, como queiram), à imagem, aliás, do golo no jogo da taça. Sempre que podemos ajudamos o acaso. A partir daí o Tondela acreditou que estava ali para disputar o jogo, e nós acreditamos que vocês acreditavam que nós acreditávamos que vocês iam virar o jogo. Ao intervalo a cerveja estava boa.

Na segunda parte o União da Madeira fechou-se como pôde. As linhas de torres juntinhas, e pontapé com o pé que estava mais à mão. Às vezes esse pontapé que estava mais à mão servia para bater no adversário.  Entretanto o Sporting falhava golos, um, dois, três, com o Bryan a fazer-se a um papel num filme dos Monty Python: a vida de Bryan. Ali perto, ficava um penálti por marcar, e o Sanches revelava-se um dos expoentes máximos no ofício da tamancaria. Não ficará certamente muito tempo no Tondela, à imagem daqueloutro craque que dá pelo nome de Gonçalo Guedes.

O resto, já se sabe, cada vez falhámos melhor.   

2 comentários:

gerónimo cão disse...


falhar com eficácia não é fácil:))
esta merda é genética:) ou o Bryan estava comprado:)
das duas três:)

Gabriel Pedro disse...


é preciso eficácia para tudo:)))
ou isso:)